quinta-feira, 4 de junho de 2015

Críticas a Alto Astral - Parte 2

A mediunidade é o tema que será desenvolvido neste artigo. Este princípio doutrinário foi usado e abusado pela novela Alto Astral. Foram muitas visões, audições, adivinhações, “incorporações”, curas e fenômenos de efeitos físicos. Apesar de ter sido retratada de forma bem extravagante, devemos discernir o que é possível e viável daquilo que é apenas um recurso cênico.

Incorporação?
Dr. Castilho (Espírito) incorpora em médica psiquiatra.  

Por diversas vezes é possível assistir os Espíritos querendo se comunicar. Eles simplesmente entravam, por falta de palavra mais precisa, nos corpos dos médiuns e se apossavam deles. A partir daí, começava a “incorporação” e só terminava quando ele dava todo o seu recado. Citamos como exemplo, a incorporação do Dr. Castilho em uma médica psiquiatra, que para dar parecer favorável a Caíque, internado com diagnóstico de esquizofrenia, apossou-se de seu corpo, redigiu e assinou o laudo de sanidade mental de seu paciente, liberando-o em seguida.  
Podemos encontrar esclarecimentos em “O Livro dos Médiuns”, sobre os mecanismos da mediunidade. Porém, como o termo “incorporação” não foi usado por Kardec, preferimos referenciar o pesquisador Hermínio C. Miranda que resolve a questão: Afinal, existe ou não existe a “incorporação”? Segue abaixo as suas considerações.
“A ligação do espírito manifestante com o médium se dá por uma espécie de acoplamento dos respectivos perispíritos na faixa da aura, onde, em parte, se interpenetram. Daí a impropriedade do termo incorporação. O espírito desencarnado, não entra, com seu períspirito, no corpo do médium após desalojar o deste. Não é preciso isso e nem possível. Kardec adverte que o manifestante não se substitui ao espírito do médium. O que ocorre, portanto, é a ligação de ambos pelos terminais do perispírito de cada um, com um plug de eletricidade se liga numa tomada. É por esse acoplamento que o médium cede espaço para que o manifestante tenha acesso aos seus comandos mentais (cerebrais) e, dessa forma, possa movimentar-lhe os instrumentos necessários à fala, ao gesto, à expressão de suas emoções e ideias.”1
Acrescentamos, fundamentados em Hermínio e também em relatos de médiuns próximos a nós, que neste processo ocorre, normalmente, o desdobramento do médium.   
     Concluímos, portanto, que as cenas que possuem efeitos especiais para simular as incorporações, devem ser consideradas apenas como um recurso cênico, sem relação com os esclarecimentos da Doutrina. 

Todos somos médiuns?

Bella (Espírito) incorpora em uma pessoa para dar um recado a Caíque
Pelas inúmeras incorporações encenadas, passa-se a falsa impressão que qualquer Espírito pode utilizar o corpo de qualquer pessoa para se comunicar. Basta, para isso, incorporá-lo. Citamos o caso onde Caíque conversava com uma pessoa num bar, quando Bella resolveu “incorporá-la” para pedir a Caíque que saísse dali e se encaminhasse pra outro lugar. Portanto, concluímos: todos somos médiuns?
Kardec define com exatidão o médium como segue abaixo:
“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos.”2
Podemos concluir, conforme definição de Kardec, que nem todos são médiuns, no sentido de possuir essa faculdade de forma ostensiva e evidente. Outra informação relevante é que cada médium tem uma aptidão própria, ou seja, uns são videntes, outros audientes, de efeitos físicos, psicográficos ou piscofônicos etc, podendo, no entanto, serem reunidas, em um mesmo médium, mais de um tipo. Assim, a novela acertou quando mostrou Samantha apenas como médium audiente, e abusou mostrando vários médiuns com diversas aptidões.

Qualquer Espírito pode se comunicar por um médium?

Outra questão não menos importante é que mesmo que se tenha um médium com uma determinada aptidão, como por exemplo, a psicofonia, não significa dizer que qualquer Espírito, caso desejasse, consiga se comunicar.
Kardec, em seu diálogo com o céptico, no livro “O Que é o Espiritismo” confirma tal condição e explica o seu motivo conforme segue abaixo:
Sabemos que os fenômenos espíritas não se produzem como o movimento das rodas de um mecanismo, porquanto dependem da vontade dos Espíritos; mesmo admitindo-se que um indivíduo possua aptidão mediúnica, nada lhe garante obter uma manifestação em dado momento.(...)
Limito-me a dizer-vos que as afinidades fluídicas, princípio do qual dimanam as faculdades mediúnicas, são individuais e não gerais, podendo existir do médium para tal Espírito, e não para tal outro; que, sem essas afinidades, cujas variantes são múltiplas, as comunicações são incompletas, falsas ou impossíveis; que, as mais das vezes, a assimilação fluídica entre o Espírito e o médium só se estabelece depois de algum tempo, ou somente uma vez em dez acontece que ela seja completa desde a primeira vez.3

Efeitos físicos, como acontece?
Após Bella (Espírito) dar um sopro, os papéis de Caíque voam pelos ares 

Os fenômenos de efeitos físicos eram os mais usados pela novela. Bastava que o Espírito desse um sopro... e tudo começava a voar: papel, poeira e objetos em geral. Citamos o primeiro encontro entre Caíque e Laura, quando Bella joga pelos ares os desenhos de Caíque apenas com um sopro. Outro exemplo é com Morgana, que para evitar que um casal se sentasse à mesa ocupada por ela e Castilho, faz uma ventania no bar para espantá-los.     
Para que ocorram os fenômenos de efeitos físicos faz-se necessária a presença de um médium com a referida aptidão, apesar do Espírito poder produzi-los à sua revelia. Assim, as afinidades fluídicas entre eles vai determinar a possibilidade do fenômeno. Portanto, o papel do médium se restringe a disponibilizar fluido magnético para que o Espírito possa manipulá-lo e combiná-lo com seu próprio fluido.    
Morgana (Espírito) espanta casal com efeitos físicos
Antes que os Espíritos pudessem explicar como aconteciam as manifestações físicas, à época da revelação espírita, acreditava-se que eles atuavam na matéria através de seus corpos espirituais (períspiritos) materializados. Assim, para levantar uma mesa, o Espírito usava suas mãos para suspendê-la. Para gerar um ruído numa porta, eles a batiam com as mãos, assim como nós fazemos. Desta teoria poderíamos inferir que foi o sopro de Bella que fez subir pelos ares os desenhos de Caíque. Kardec faz uma pergunta aos Espíritos sobre esta teoria. A resposta é surpreendente para a nossa mente ainda tão limitada. Vejamos:
Dizes que o Espírito não se serve de suas mãos para deslocar a mesa. Entretanto, já se tem visto, em certas manifestações visuais, aparecerem mãos a dedilhar um teclado, a percutir as teclas e a tirar dali sons. Neste caso, o movimento das teclas não será devido, como parece, à pressão dos dedos? E não é também direta e real essa pressão, quando se faz sentir sobre nós, quando as mãos que a exercem deixam marcas na pele?
“Não podeis compreender a natureza dos Espíritos nem a maneira por que atuam, senão mediante comparações, que de uma e outra coisa apenas vos dão idéia incompleta, e errareis sempre que quiserdes assimilar aos vossos os processos de que eles usam. Estes, necessariamente, hão de corresponder à organização que lhes é própria. Já te não disse eu que o fluido do perispírito penetra a matéria e com ela se identifica, que a anima de uma vida factícia? Pois bem! Quando o Espírito põe os dedos sobre as teclas, realmente os põe e de fato as movimenta. Porém, não é por meio da força muscular que exerce a pressão. Ele as anima, como o faz com a mesa, e as teclas, obedecendo-lhe à vontade, se abaixam e tangem as cordas do piano. Em tudo isto uma coisa ainda se dá, que difícil vos será compreender: é que alguns Espíritos tão pouco adiantados se encontram e, em comparação com os Espíritos elevados, tão materiais se conservam, que guardam as ilusões da vida terrena e julgam obrar como quando tinham o corpo de carne. Não percebem a verdadeira causa dos efeitos que produzem, mais do que um camponês compreende a teoria dos sons que articula. Perguntai-lhes como é que tocam piano e vos responderão que batendo com os dedos nas teclas, porque julgam ser assim que o fazem. O efeito se produz instintivamente neles, sem que saibam como, se bem lhes resulte da ação da vontade. O mesmo ocorre, quando se exprimem por palavras.”4
Supondo que Caíque seja médium de efeitos físicos e que ele tem afinidades fluídicas com Bella, podemos concluir, de acordo com a resposta acima dos Espíritos, que não foi seu sopro que provocou tal fenômeno, mas a manipulação dos fluidos pela ação da vontade de Bella é a verdadeira causa. Como os Espíritos que provocam esses fenômenos são ainda materializados, eles não conseguem compreender os mecanismos por trás deles.

Vidência x materialização

Caíque (médium) quase atropela Dirce (Espírito). 
A grande maioria dos médiuns de Alto Astral tinham a vidência. Os Espíritos sempre eram vistos muito bem definidos, ao ponto dos médiuns julgarem se tratar de pessoas vivas. Citamos como exemplos, a cena onde Caíque freia bruscamente seu carro para evitar que o Espírito Dirce fosse atropelada. Por sua vez, Afeganistão, que é médium, passou muito tempo acreditando que Dirce era uma pessoa viva. Dirce tornou-se sua professora de língua portuguesa e depois sua namorada.
Talvez não seja de grande espanto para o público em geral da novela, que podemos supor que seja espiritualista, a aparição dos Espíritos. Mas o que dizer sobre as materializações? Será possível tocar, abraçar e até beijar os Espíritos? O que há de maravilhoso e possível nestas cenas?
Selecionamos um resumo de Kardec acerca do tema que segue abaixo:
Afeganistão (médium) e Dirce (Espírito) se beijam
“O Espírito, que quer ou pode fazer-se visível, reveste às vezes uma forma ainda mais precisa, com todas as aparências de um corpo sólido, ao ponto de causar completa ilusão e dar a crer, aos que observam a aparição, que têm diante de si um ser corpóreo. Em alguns casos, finalmente, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade se pode tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago.
Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil. Dado se possa atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a aparição simplesmente visual, o mesmo já não ocorre quando se consegue segurá-la, palpá-la, quando ela própria segura o observador e o abraça, circunstâncias em que nenhuma dúvida mais é lícita.
Os fatos de aparições tangíveis são os mais raros; porém, os que se têm dado nestes últimos tempos, pela influência de alguns médiuns de grande poder e absolutamente autenticados por testemunhos irrecusáveis, provam e explicam o que a história refere acerca de pessoas que, depois de mortas, se mostraram com todas as aparências da realidade.
Todavia, conforme já dissemos, por mais extraordinários que sejam, tais fenômenos perdem inteiramente todo caráter de maravilhosos, quando conhecida a maneira por que se produzem e quando se compreende que, longe de constituírem uma derrogação das leis da Natureza, são apenas efeito de uma aplicação dessas leis.”5
Kardec considera perfeitamente possível as materializações dos Espíritos, que foi chamada por ele de aparições tangíveis. No entanto, põem esses fenômenos nas fileiras das exceções e não da regra, pois raros são os médiuns que possuem essa aptidão. Apesar deles serem extraordinários, são perfeitamente explicados pelas leis reveladas pelo Espiritismo.
Assim, a crítica que fazemos à novela, no que diz respeito às materializações, foi o abuso que se fez deste princípio doutrinário.

Curas espirituais ou procedimentos cirúrgicos?
Caíque cura mulher pela imposição das mãos

Caíque abriu um ala para pacientes que não tinham como pagar pelos atendimentos no hospital onde trabalhava. Através da sua mediunidade, operou a cura em várias pessoas, das quais destacamos o caso de uma senhora que teve a perna curada pela imposição das mãos. Laura, por sua vez, foi curada duas vezes por Caíque, uma após sofrer um acidente de carro e outra após uma queda que provocou sangramento, correndo o risco de perder seu bebê.
Segue abaixo alguns esclarecimentos de Kardec acerca deste tema:
“Como se há visto, o fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade da sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo; o Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou Espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são quais substâncias medicamentosas alteradas.
São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário; doutras vezes é rápida, como uma corrente elétrica. Há pessoas dotadas de tal poder, que operam curas instantâneas nalguns doentes, por meio apenas da imposição das mãos, ou, até, exclusivamente por ato da vontade. Entre os dois pólos extremos dessa faculdade, há infinitos matizes. Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: o fluido, a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais.”6
Diante desses esclarecimentos, precisamos fazer uma distinção clara entre
Caíque salva seu irmão após ter levado um tiro.
curas espirituais e procedimentos cirúrgicos. A cura espiritual não requer nenhum tipo de contato do médium com o paciente, pois a ação é realizada através do magnetismo do Espírito, do médium, ou de ambos. Assim, não podem ser consideradas curas espirituais aquelas pelas quais foram usadas algum tipo de ferramenta cirúrgica no corpo do paciente, mesmo que venha ser feita por um Espírito através de um médium. Intervenções cirúrgicas são da alçada da medicina, com profissionais habilitados, em condições e lugares bem específicos. Apenas os médicos, nas suas diversas áreas de atuação, tem a competência para efetuar tais procedimentos, pois responderão por todos seus atos profissionais perante a lei.
Fazemos essa distinção, pois há cenas de curas em Alto Astral que misturam procedimentos cirúrgicos com magnetismo. Essa prática deve ser combatida pelos motivos expostos acima.
Outro aspecto relevante levantado por Kardec trata-se das qualidades dos fluidos envolvidos nas curas. Quanto maior for a pureza do fluido, maior será a sua capacidade de cura. A pureza deste fluido está diretamente relacionada às questões morais do médium e do Espírito.
Assim, o médium de cura precisa fazer da benevolência, da indulgência e do perdão das ofensas, uma prática diária na sua relação com o outro. Além disso, cabe ressaltar que durante as curas, o médium precisa estar bem harmonizado e tranquilo para cumprir com a sua tarefa. Qualquer desvio de atenção pode ser prejudicial, pois alterará as qualidades de seus fluidos. Por isso, vemos com muitas reservas as cenas de curas protagonizadas por Caíque para salvar o amor de sua vida após um acidente de carro, sua filha que ainda estava em gestação, e, por fim, seu irmão que levou um tiro, resultado de um confronto entre os dois. O envolvimento de Caíque com os pacientes era muito forte e as situações eram extremas, não havendo condições fluídicas para operar uma cura. Se levarmos em conta que houve apenas procedimentos cirúrgicos nas curas, através de sua mediunidade, reiteramos nosso combate a essas práticas.

Conclusões:

Poderíamos continuar explorando os diversos temas que são tratados pela novela. No entanto, preferimos terminar por aqui pela extensão deste artigo. Quem quiser abordar outros temas, estejam à vontade para postar suas considerações. Abriremos o debate com o maior prazer.
Após essa análise, podemos facilmente concluir que os princípios espíritas foram amplamente difundidos por Alto Astral. Que apesar de conter equívocos e abusos, os benefícios foram muito maiores. Talvez a grande sacada de seu autor, Daniel Ortiz, foi ter elaborado uma trama que tratasse abertamente dos princípios espíritas sem falar de Espiritismo, ou seja, sem falar de Kardec, de como ocorreu a revelação espírita, da literatura espírita, dos vultos espíritas etc... Ortiz, para deixar seu público religioso mais à vontade, inseriu muitas tramas que não tinham relação com as questões espirituais. Assim, o público, com diversos credos e crenças, poderia assisti-la sem preconceitos e sem agressão a sua fé. Foi uma fórmula que deu certo.
Para finalizar, gostaríamos de transcrever o diálogo entre Caíque e Castilho (Espírito) após curarem uma senhora. Ele resume o propósito da vida encarnada que está em consonância com a filosofia espírita e também com os ensinos morais do Homem de Nazaré:
Castilho: Eu fiz exatamente igual, a quando eu ti salvei naquele acidente de avião, lembra? Você era muito menino.
Caíque: Ah! Eu estou me sinto tão bem, Castilho! Feliz! Feliz!! Não lembro de nada, mas estou sentindo um alívio no meu coração, sabe, uma sensação boa.
Castilho: Caíque, você viu quanto tempo nós perdemos? Se você não fosse tão cético, nós teríamos começado nossos trabalhos há um tempão.
Caíque: Eu preciso muito te agradecer, Castilho! Por ter aparecido na minha vida. Por ter me mostrado esse caminho, esse caminho...
Castilho: Você está me agradecendo? Caíque, realmente evoluiu...ah, ah! Mas você não tem que me agradecer, não! Você tem que agradecer a Ele (Castilho olha pra cima), não fazemos nada sem a fé. Amar ao próximo é fazer todo o bem que nos é possível, como gostaríamos que fizessem a nós.
Caíque: Eh! É esse o sentido de amai-vos uns aos outros, não é isso?
Castilho: E você pode ficar muito orgulhoso, Caíque. Que nós estamos finalmente fazendo o bem, sem pedir nada em troca. Estamos a caminho da evolução.7
Por João Viegas

Referências bibliográficas:

1.     Miranda, Hermínio C.. Diversidade dos Carismas. 8ª ed. São Paulo. Ed. Lachâtre. Incorporação?, Mediunidade, cap. XIII.
2.     KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, ítem 159, Dos Médiuns, cap. XIV - segunda parte.
3.     KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 41ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1999, Médiuns Interesseiros, Diálogo com Céptico – primeira parte.
4.     KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, questão XXIV, Da Teoria das Manifestações Físicas, cap. IV - segunda parte.
5.     KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Ensaio Teórico sobre as aparições, Das Manifestações Visuais, cap. VI - segunda parte.
6.     KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 38ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Curas, II Explicação de alguns fenômenos considerados sobrenaturais, Os fluidos cap. XIV.


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7 comentários:

  1. Excelente!!!! Ler esse artigo me fez passar um filme na minha cabeça. Os estudos que fizemos na mocidade vieram a minha cabeça com muita força. obrigado por isso!!! A ideia de colocar o diálogo no final foi perfeita. A emoção bateu forte, pois faz com que reflitamos sobre o sentido de nossas vidas. Uma pequena observação: É possível a pessoa ter alucinações táteis, de forma que pode também ser considerada uma produção do próprio sujeito e não uma manifestação de materialização. Valeu muito!!! Um forte abraço

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    1. Italo! Caso deseje assistir a cena do diálogo transcrita no artigo, basta clicar na foto onde Caíque cura mulher pela imposição das mãos, ou segue o link abaixo. Às vezes, faz-se necessário clicar várias vezes até rodar a cena. Vale a pena! Um grande abraço!
      http://gshow.globo.com/novelas/alto-astral/videos/t/cenas/v/castilho-e-caique-operam-paciente/3971342/

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  2. Obrigado meu querido irmão! A inspiração de fazer dos artigos do blog uma espécie de estudo sobre o tema, pode realmente ter vindo desse período de nossas vidas. Fico feliz por ter proporcionado essas doces lembranças! E agradeço novamente pelas suas contribuições.
    A sua observação é importante, pois o Espiritismo com o seu caráter cientifico e progressista, precisa estar em consonância com a ciência, em especial com a psicologia e psiquiatria. Inclusive, redigi um artigo que dá uma brevíssima introdução sobre esse tema tão delicado. Ele chama-se "Sou Louco ou Sou médium?", inspirado também na novela Alto Astral. Se quiser dar uma olhada nele é só visualizar a seção "Artigos" que fica na coluna da direita do blog e clicar no título do artigo.
    No entanto, gostaria de reiterar o comentário de Kardec sobre as materializações: nesses casos, qualquer pessoa que estiver presente (médium ou não), poderá testemunhar o fato e se certificar da tangibilidade da manifestação, colaborando para veracidade do fenômeno. O problema é quando médium tem a vidência, na qual ele é a única testemunha. Nesses casos, a veracidade da comunicação precisa ser certificada através de outros meios, e não podemos tomar como verdade absoluta o relato de um médium vidente, seja ele quem for.
    Um grande abraço!

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  3. Meu amigo Viegas, boa noite! Foi com grande prazer que li as duas partes deste último artigo que escreveste. Você foi bastante feliz em citar as diversas vezes em que o espiritismo foi abordado de forma sutil naquela novela, ao ponto de não nos darmos conta (eu, até então), que em nenhum momento foi citado a pessoa de Kardec, nem de suas obras revelatórias da doutrina. Por outro lado, foi de grande valia o paralelismo que você faz entre o que "encenado" na novela e o que de fato é "ensinado" pelo espiritismo, nos revelando o quanto é importante para nós, estudantes da doutrina, buscarmos aperfeiçoar nossos conhecimentos a cada momento da nossa estadia nesse orbe. Parabéns! É nesse contexto de aprendizado, que aproveito a oportunidade para deixar meus agradecimentos a você, pela oportunidade de nos brindar com esse blog, que está se tornado instrumento esclarecedor para todos nós e, te agradecer em particular, por você ter sido, naquele momento, o elo que se fez necessário para meu aperfeiçoamento e minha evolução espiritual. Muito obrigado! Grande abraço!

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    1. É com muita alegria e emoção que leio sua postagem! Alegria por perceber que o blog está no caminho certo: sendo uma ferramenta de aprendizado mútuo da Doutrina, pois quem se põe a escrever é o primeiro aprender, e continuo aprendendo com as contribuições dos amigos. Emoção por ter sido instrumento de uma experiência pela qual nós passamos, abrindo novos horizontes para sua caminhada terrena. A Doutrina nos proporciona esses momentos de ajudar uns aos outros, estreitando cada vez mais os nossos laços de amizade. Eu sou grato pela sua amizade! Um grande abraço!

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  4. João, gostei mt do artigo. Em especial, não pude deixar de dar mais atenção aos temas das aparições tangíveis e das curas espirituais que me estimulam a curiosidade. Obrigada mais uma vez. Abraço.

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    1. Muito obrigado mais uma vez pelo seu carinho, Vinícia!
      Esse seu sentimento é natural. Eu também o tenho com relação a esses tipos de mediunidade, pois nunca tive a oportunidade para apreciá-lo e estudá-lo de perto. Portanto, pode ficar tranquila que vc não está sozinha neste barco.rsrsrs...
      Devemos apenas direcionar esses sentimentos para propósitos edificantes. Sem problemas minha amiga!
      Um grande abraço!

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