terça-feira, 12 de maio de 2015

Críticas a Alto Astral - Parte 1

Novela da Globo com fundo espiritualista terminou em 8 de maio
A novela das 19h da Rede Globo “Alto Astral”, que terminou em 8 de maio, foi uma belíssima oportunidade de aprendizado dos princípios espíritas. Apesar de não ter vínculo algum com o Espiritismo, tratou abertamente da imortalidade da alma, da mediunidade e da reencarnação. Ainda que esses princípios tenham sido apresentados de maneira equivocada com relação à forma, podemos suscitar uma ótica filosófica espírita sobre a novela e concluir que há muito mais benefícios do que malefícios nesta obra artística. Devemos entender que o público alvo da novela, em sua grande maioria, é leigo no assunto, acostumado apenas com novelas de cunho predominantemente materialista. Assim, foi também uma oportunidade de aguçar a curiosidade do telespectador sobre temas que tem pouco conhecimento, e quem sabe, levá-lo a pesquisar informações a respeito. No entanto, apesar dos equívocos, podemos extrair belas lições e ensinos desta estória. Vamos, portanto, analisar algumas cenas, situações e tramas desta novela.

Os Espíritos acreditam que estão vivos

Dirce (Espírito) e Caíque (médium) se conhecem

Um princípio que foi amplamente tratado foi o fato de alguns Espíritos acreditarem que estão vivos. Este foi o drama vivido pelo Espírito Dirce (Marianna Armellini). Ela morava num casarão abandonado com sua mãe, que fez de tudo para que ela não descobrisse a sua verdadeira situação, pois tinha medo que ela sofresse. Em vida, Dirce foi supostamente abandonada por seu noivo, após uma viagem a negócios da qual ele nunca retornou.

Desiludida e envergonhada por ter sido deixada às vésperas do casamento, Dirce, incentivada por sua mãe, resolveu se enclausurar em casa. Ela e sua mãe morreram, mas continuaram a viver no mesmo lugar por muitos anos, quando começaram a receber visitas de alguns médiuns.
Qual é a posição do Espiritismo? Existem Espíritos que acreditam que estão vivos? Por que ainda creem que pertencem a esse mundo? Quanto tempo levaria para que essa ilusão fosse desfeita?
Recorremos ao fundador do Espiritismo, Kardec, para esclarecer esta questão. Ele é tão preciso e claro em suas palavras que dispensa qualquer comentário.
“...Passa-se no mundo dos Espíritos um fato muito singular, de que seguramente ninguém houvera suspeitado: o de haver Espíritos que se não consideram mortos. Pois bem, os Espíritos superiores, que conhecem perfeitamente esse fato, não vieram dizer antecipadamente: “Há Espíritos que julgam viver ainda a vida terrestre, que conservam seus gostos, costumes e instintos.” Provocaram a manifestação de Espíritos desta categoria para que os observássemos. Tendo-se visto Espíritos incertos quanto ao seu estado, ou afirmando ainda serem deste mundo, julgando-se aplicados às suas ocupações ordinárias, deduziu-se a regra. A multiplicidade de fatos análogos demonstrou que o caso não era excepcional, que constituía uma das fases da vida espírita; pode-se então estudar todas as variedades e as causas de tão singular ilusão, reconhecer que tal situação é sobretudo própria de Espíritos pouco adiantados moralmente e peculiar a certos gêneros de morte; que é temporária, podendo, todavia, durar semanas, meses e anos. Foi assim que a teoria nasceu da observação. O mesmo se deu com relação a todos os outros princípios da doutrina.”1

Reencarnação

Caíque e Castilho numa encarnação anterior  
Outro princípio tratado abertamente é o da reencarnação. Dr. Castilho (Marcelo Médici) é um Espírito que veio cobrar de Caíque (Sérgio Guizé) um pacto acordado entre os dois, do qual, naturalmente, ele não se lembrava. Os dois eram médicos numa encarnação anterior, conseguiram dinheiro com patrocinadores e investidores para abrir um hospital para pobres. No entanto, eles estavam apenas interessados nas projeções de suas carreiras, na fama e na ambição de querer construir o maior hospital brasileiro. Para conseguir os equipamentos de última geração, eles precisavam de mais capital. Assim, resolveram apostar todo o dinheiro em jogatinas e perderam tudo. Recorreram a agiotas para recuperá-lo, mas sem sorte novamente para o jogo, contraíram novas dívidas que não puderam pagar. Foram perseguidos e mortos pelos seus credores. Dr. Castilho quer agora, através da mediunidade de Caíque, dar início a tarefa de ajudar os pobres que foi interrompida na sua última existência carnal.
Caíque e Castilho tentam fugir dos capangas de seus credores
As experiências adquiridas através das relações com os Espíritos permitiram à Kardec desenvolver um Código penal da vida futura. Um conjunto de leis que sintetiza a justiça Divina, segundo o Espiritismo. Segue abaixo alguns artigos deste código que está relacionado com a situação do Dr. Castilho e Caíque.
O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.
Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes, porque todas as existências são solidárias entre si. Aquele que se quita numa existência não terá necessidade de pagar segunda vez.2
Caíque conversa com Castilho sobre um paciente. 
O Dr. Castilho e Caíque, em existência anterior, não conseguiram realizar seus projetos de prática no bem aos necessitados por cederem aos seus instintos de vaidade e ambição. Na tentativa de consertar seus equívocos, produziram mais equívocos, culminando em perseguição e morte. Nesta encarnação, eles tem uma nova chance de consertar os enganos do passado.
A solidariedade entre as existências carnais, de que fala Kardec, está claramente estampada nesta trama entre esses dois personagens. Só que dessa vez, com o bom uso do livre-arbítrio, eles conseguiram cumprir com as suas tarefas.
O princípio da reencarnação, ou, pelo menos, da encarnação foi tratado também com o nascimento de Bella (Nathália Costa). Bella é um Espírito que sempre aparecia a Caíque como uma criança, tentando aproximá-lo de Laura (Nathália Dill), pois desejava ser filha dos dois. Após a concepção, Caíque percebe que só vê Bella quando está próximo de Laura.
Laura descobre que está grávida
A situação do Espírito Bella pode ser bem enquadrada nas elucidações dos Espíritos superiores, conforme segue abaixo:
Há predestinação na união da alma com tal ou tal corpo, ou só à última hora é feita a escolha do corpo que ela tomará?
“O Espírito é sempre, de antemão, designado. Tendo escolhido a prova a que queira submeter-se, pede para encarnar. Ora, Deus, que tudo sabe e vê, já antecipadamente sabia e vira que tal Espírito se uniria a tal corpo.”3
Entre as idas e vindas do relacionamento de Caíque e Laura, Bella correu o risco de não nascer. Assim, quando os dois não estavam juntos, Bella aparecia a Caíque sem cores, fraca, como se fosse desaparecer. Esta visão deixava-o muito angustiado. Ele demorou a perceber qual era mensagem por trás daquela imagem. Ela estava sumindo para mostrá-lo que não nasceria se ele não ficasse com Laura. Toda vez que o casal se aproximava, Bella retomava as cores e as forças.
Podemos afirmar que não houve quebra do princípio da imortalidade com esta alegoria, pois Caíque teve consciência que Bella é um Espírito, e por este fato, imortal.  Foi apenas um recurso visual para mostrar ao público que ela poderia não nascer.

Espíritos Crianças

Caíque conversa com Espírito Bella
Outra questão que naturalmente é suscitada é se existem Espíritos em formato infantil. Pesquisamos as obras de Kardec para saber se ele passou por essa experiência ou se tratou do assunto. Até o momento, não encontramos nenhuma referência a respeito.
No entanto, o Espírito André Luiz, por intermédio de Chico Xavier, nos relatou a situação de muitos Espíritos que retornam ao mundo espiritual em tenra idade, mas não conseguem se desvencilhar desta forma imposta pela carne. O diálogo abaixo entre Hilário e Blandina é bastante elucidativo:
Hilário, que acompanhava a conversação com extremo interesse, considerou: — Antigamente, na Terra, conforme a teologia clássica, supúnhamos que os inocentes, depois da morte, permaneciam recolhidos ao descanso do limbo, sem a glória do Céu e sem o tormento do inferno, e, nos últimos tempos, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto...
Em muitas situações, é o que acontece —esclareceu Blandina, afetuosa — ; quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo o comando mental de si mesmo, adquire o poder de facilmente desprender-se das imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura. Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva apresentação que lhes era costumeira. Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do auto-governo. Jazem conduzidas pela Natureza, à maneira das criancinhas no colo maternal. Não sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento.(...)”4
Este questão também é resultado de nossas observações pessoais nas relações que se estabelecem entre os dois mundos. Foram observadas muitas comunicações de Espíritos crianças através da psicofonia, quando podemos perceber a drástica mudança no timbre de voz do médium, com todas as características e linguajar infantis. Os Espíritos guias relatam a presença de Espíritos crianças que tem funções específicas na sessão mediúnica, como fazer a assepsia fluídica do local após a finalização dos trabalhos.
Apesar deste princípio não ter sido sancionado pelo Espiritismo durante a sua revelação no século XIX, na França, e nem foi, a princípio, objeto de estudo de Kardec, podemos concluir, através das elucidações do Espírito André Luiz e também de nossa experiência pessoal que é muito provável que ele seja verdadeiro. Cabe, naturalmente, um estudo mais aprofundado do assunto. 

Mediunidade nas Crianças

O menino Azeitona vê e ouve os Espíritos
Azeitona (JP Rufino) é uma criança que possui mediunidade. Vê e ou ouve os Espíritos. Em muitos dos casos ele acredita que realmente conversa com pessoas vivas. Com isso, Azeitona não se assustava com essas visões e encarava com naturalidade. Citamos uma cena bem interessante na qual sua irmã Sueli (Déborah Nascimento) encontrava-se internada no hospital após sofrer um atentado, cujo mandante do crime foi Marcos (Thiago Lacerda). Ele, como médico e diretor do hospital, usou de suas prerrogativas para tentar matá-la durante a sua recuperação, com a justificativa de complicações no pós-operatório. Porém, foi impedido por Azeitona, após um funcionário do Hospital ter lhe avisado que deveria ficar o tempo todo ao lado da irmã, pois a vida dela estava em suas mãos. Este funcionário é, na verdade, um Espírito.
A preocupação de Kardec com relação à mediunidade nas crianças eram as possíveis sequelas que poderiam ser provocadas na mente e no corpo com o uso e desenvolvimento de sua faculdade. Recorremos aos Espíritos para nos esclarecer.
Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?
“Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das consequências morais.”
Há, no entanto, crianças que são médiuns naturalmente, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões. Apresenta isto o mesmo inconveniente?
“Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece, quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.”5
      Podemos concluir que a mediunidade de Azeitona não foi provocada e nem desenvolvida. Assim, não houve prejuízo psíquico e nem físico ao menino médium.
    
A Diversidade dos Espíritos

Morgana é um Espírito 
A diversidade dos Espíritos foi um princípio amplamente tratado por “Alto Astral”. Citamos abaixo alguns personagem Espíritos e suas características pessoas: O Dr. Castilho é um médico que deseja ajudar, através da mediunidade de Caíque, aqueles que estão passando por problemas de saúde e não tem como pagar pelos seus tratamentos. Morgana (Simone Gutierrez) é um Espírito zombeteiro que vive infernizando a vida da médium trambiqueira Samantha (Cláudia Raia) com suas adivinhações e premonições, das quais ela tira proveito financeiro. Adora provocar comunicações de efeitos físicos para amedrontar as pessoas, sempre com o intuito de se divertir. Dirce é um Espírito que desconhece a sua real situação, crendo ainda que está viva e pertence ao mundo físico. Salvador (Rodrigo Lopéz) é um Espírito com dotes culinários que deseja, através da mediunidade de Afeganistão (Gabriel Godoy) trabalhar como um chef de cozinha. 
Recorremos a Kardec para elucidar esta questão. Mais uma vez ele é claro e preciso, dispensando qualquer comentário. 
Salvador é um Espírito
“Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal.6
Lugares mal-assombrados

Existe casa mal assombrada?
O Casarão no qual o Espírito Dirce e sua mãe moravam tinha uma arquitetura sombria e abandonada. A iluminação era a velas, os moveis eram antigos e estavam empoeirados, havia teias de aranha por toda parte, portas e janelas rangiam ao serem movimentadas, muitos quadros pendurados com retratos de família em preto e branco, além das folhas secas esparramadas ao seu redor. Enfim, o casarão tinha um aspecto horroroso, e com certeza não era um lugar para se morar, certo?... Exceto se forem Espíritos.
O que há de fantasia e de realidade nesses lugares mal-assombrados? Os Espíritos tem a preocupação de fixar residência na Terra? Quais são os motivos desta decisão?
Segue abaixo alguns esclarecimentos dos próprios Espíritos acerca deste assunto:
Têm os Espíritos errantes lugares de sua predileção?
“O princípio ainda é aqui o mesmo. Os Espíritos que já se não acham apegados à Terra vão para onde se lhes oferece ensejo de praticar o amor. São atraídos mais pelas pessoas do que pelos objetos materiais. Contudo, pode dar-se que dentre eles alguns tenham, durante certo tempo, preferência por determinados lugares. Esses, porém, são sempre Espíritos inferiores.”
O apego dos Espíritos a uma localidade, sendo sinal de inferioridade, constituirá igualmente prova de serem eles maus?
“Certamente que não. Pode um Espírito ser pouco adiantado, sem que por isso seja mau. Não se observa o mesmo entre os homens?
Em geral, as crenças populares guardam um fundo de verdade. Qual terá sido a origem da crença em lugares mal-assombrados?
“O fundo de verdade está na manifestação dos Espíritos, na qual o homem instintivamente acreditou desde todos os tempos. Mas, conforme disse acima, o aspecto lúgubre de certos lugares lhe fere a imaginação e esta o leva naturalmente a colocar nesses lugares os seres que ele considera sobrenaturais. Demais, a entreter essa crença supersticiosa, aí estão as narrativas poéticas e os contos fantásticos com que o acalentam na infância.”
A vista disso, parece que não se deve considerar absolutamente falsa a crença em lugares mal-assombrados?
“Dissemos que certos Espíritos podem sentir-se atraídos por coisas materiais. Podem sê-lo por determinados lugares, onde parecem estabelecer domicílio, até que desapareçam as circunstâncias que os faziam buscar esses lugares.”7
O motivo de Dirce permanecer na sua residência, mesmo após a morte, foi a desilusão de ter sido deixada às vésperas do seu casamento, conforme explicado acima. Sua mãe querendo protegê-la, escondeu a verdade até quando pôde.
Finalizamos a primeira parte deste estudo. A riqueza de informações, do ponto de vista espiritual, fornecida por Alto Astral é tão vasta que nos forçou desmembrá-lo. O leitor deve ter percebido que procuramos abordar os temas de maneira geral, sem nos ater as minúcias das cenas que podem conter equívocos. Consideramos que tais equívocos podem ser compreensíveis, pois normalmente atendem apenas a uma determinada necessidade cênica. No entanto, nada impede que eles sejam também objeto de debate. Portanto, a continuação deste artigo vai tratar da mediunidade.  

       Por João Viegas

Referências bibliográficas:

1.     KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 38ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Caráter da revelação espírita, ítem 15.
2.     KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. 32ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Código penal da vida futura, cap. VII As penas futuras segundo o Espiritismo.
3.     KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 74ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Prelúdio da volta, Da Volta do Espírito à Vida Corporal, cap VII - segunda parte.
4.     Xavier, Francisco Cândido. Entre o Céu e a Terra. Pelo Espírito André Luiz. 24ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Preciosa Conversação, cap. 10
5.     KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Idem sobre as crianças, Dos Inconvenientes e perigos da Mediunidade, cap. XVII - segunda parte.
6.     KARDEC, Allan. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 1ª ed. especial Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, A minha primeira iniciação no Espiritismo, segunda parte.
7.     KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Dos Lugares Assombrados, cap. IX - segunda parte.

Deixe aqui seu comentário. Faça sua crítica, elogio e/ou sugestão. Este é um ambiente para debatermos sobre o Espiritismo. Esteja à vontade.
Se desejar orientações de como proceder para postar um comentário, clique no link abaixo:

4 comentários:

  1. Grande João!!! Gostei muito da construção de seus argumentos e da forma justa de considerar os ganhos proporcionados com a divulgação da Doutrina Espírita pela novela. Não se trata de convencer as pessoas, mas de fazer com que entendam o nosso ponto de vista, mesmo que não concordem com o nosso. Um grande abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Saudações meu querido irmão! Sou grato pelas suas palavras e fico feliz pela sua contribuição aqui no blog! Valeu!
      Sua perspectiva sobre a novela é excelente! Obrigado por compartilhá-la. Gostaria de fazer uma contribuição: precisamos saber conviver com as diferenças filosóficas e religiosas. Precisamos saber ouvir, com todo o respeito, aquele que pensa diferente de nós. Precisamos perceber que é preferível o silêncio ao debate filosófico improfícuo. Precisamos acabar com a ideia que apenas a nossa religião ou filosofia possui o monopólio da verdade. Precisamos, por fim, entender que todas as religiões possuem os gérmens das verdades espirituais.
      Concluo da seguinte maneira: assim como gostaríamos que nossas convicções fossem respeitadas, devemos, antes de tudo, respeitar as crenças alheias (adaptação de toda a lei e os profetas).
      Um grande abraço!

      Excluir
  2. João, transpareceu seu bom senso e boa vontade mais uma vez. De fato, considero mt relevante tratar da espiritualidade e da continuidade da vida após a morte saindo daquela historia de "so se vive uma vez, então aproveite" que se entendido que a mesma experiência não se repete td bem mas n que é válido td para se ter uma vida longa e prospera. Assim, a novela relembra que os verdadeiros e eternos bens são os espirituais. Grata. Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vinícia! Sou mais uma vez grato pelas suas palavras e contribuições!
      Pois bem, minha querida! Um dos propósitos do Espiritismo é combater o Materialismo, em todas as suas instâncias. Essas filosofias que empurram mulheres e homens exclusivamente para a aquisição de bens materiais e a satisfação dos gozos terrenos são equivocadas, gerando mais sofrimentos em vida e após a morte. Infelizmente, elas são resultado do orgulho e vaidade humana, que não quer admitir que existe algo acima de si.
      Um grande abraço!

      Excluir